Reflexões

E se você não precisasse mais ter que trabalhar?

Façamos um exercício de reflexão para que você pense sobre o que importa em sua vida e por que faz o que faz. Comecemos pelo trabalho que você exerce em uma organização ou como empreendedor.

Se você está no nível do pensamento que o trabalho é um mal necessário, saiba que não está sozinho. De acordo com pesquisas que medem o engajamento no trabalho, geralmente dois terços das pessoas estão desengajadas.

“OK Francisco, mas eu não gosto de acordar cedo, não gosto muito do meu chefe e sinceramente se eu não precisasse trabalhar é fato que eu não iria.”

Tudo bem, imaginemos um mundo onde não é necessário mais trabalhar para sobreviver e você tenha a opção de ficar sem ter o que fazer o dia todo. Depois de alguns meses poderia ser uma maravilha, mas imagine você sem fazer nada, sem estudar, sem criar e sem ter desafios. Imagine também como o seu cérebro estaria depois de um ano sem ter que fazer novas conexões neurais, sem ter que pensar muito e vivendo apenas com o mínimo necessário de energia para as operações básicas para a sobrevivência. Todos já ouviram falar de pessoas que após se aposentarem entram em depressão e acabam morrendo em poucos anos, talvez elas consideravam o trabalho como parte importante da vida delas e a convivência com a televisão e a falta de desafios foram pouco a pouco definhando seu orgulho de produzir algo, de aprender, de pertencer e de ser.

Lembro-me do meu pai dizendo que tinha um sonho de morar no interior e mexer com seus carros em sua oficina ao mesmo tempo em que claramente não estava satisfeito na empresa em que trabalhava. Ate hoje é uma grande empresa multinacional no ramo automobilístico, ele ganhava bem na época e tinha um cargo de engenheiro a vinte anos que atuou nessa empresa.

Segundo um estudo da professora de negócios da universidade de Nova York Amy Wrzesniewski sobre realização no trabalho, em geral os trabalhadores se dividem em três categorias:

1 – Os que consideram o trabalho como emprego

Essas pessoas pensam mais nas recompensas financeiras que o trabalho pode proporcionar e podem abandonar o emprego quando recebem uma proposta melhor salarial. Nesse caso o trabalho pode ser apenas um mal necessário para ganhar dinheiro, quem nunca pensou assim?

FOCO: $$$

2 – Os que consideram o trabalho como carreira

O principal fator motivador é a promoção que vai gerar prestígio, status social e o poder de mandar mais. A pessoa até investe mais no trabalho, estuda, se aprimora, mas quando as promoções somem de vista elas não pensam muito para sumirem também do emprego. Mais uma vez o trabalho é apenas uma alavanca que serve para suprir as necessidades de aceitação social e carências por falta de autoconhecimento.

FOCO: SUPRIR CARÊNCIAS

3 – Os que consideram o trabalho como vocação

O motivador é o trabalho em si, as pessoas dessa categoria tendem a amar o trabalho que fazem e se tivessem condições o fariam mesmo sem serem pagas. Elas veem seu trabalho como algo significativo que contribui para a melhoria do mundo e da sociedade. São pessoas mais satisfeitas com a vida que levam, pois vivem enquanto trabalham e não apenas quando o trabalho termina.

FOCO: O TRABALHO EM SI

Gosto de uma reflexão que um dos meus coaches Bruno Hohl diz sobre quem se sente perdido e não sabe muito bem o que escolher. Imagine-se em frente a uma grande prateleira com produtos de um supermercado onde existam tantas variações para um mesmo tipo de produto que você fica paralisado e não pega nenhum. Se você soubesse exatamente o que quer, não perderia muito tempo com essa prateleira. Assim é a vida que te oferece milhões de oportunidades e formas para trabalhar, mas por falta de autoconhecimento você acaba pegando qualquer um e depois de um tempo se sente desmotivado e sem ânimo para continuar.

Me lembro do meu pai não querendo conversar sobre como foi o dia no trabalho e ao invés disso fazendo planos para o final de semana ser produtivo com o seu “trabalho” consertando seus carros e criando coisas novas com suas ferramentas em casa. Não deu tempo dele realizar seu sonho de se aposentar e fazer da sua oficina no interior um local em que o trabalho se misturasse com seu propósito que era o de criar e consertar coisas. Ele faleceu subitamente aos 44 anos de idade, ainda empregado na multinacional mas com a mente no dia em que fosse trabalhar com algo que a palavra precisar fosse substituída pela palavra querer.

E se você começasse a mudar a palavra precisar pela palavra querer em relação ao seu trabalho, será que continuaria fazendo o que faz e do jeito que faz?

E sim, eu tenho uma boa notícia para você:

É possível viver uma vida em que o QUERER seja a sua grande força para continuar evoluindo como profissional e ser humano. Conheça quem você é para ter a consciência do que faz sentido fazer enquanto estiver vivo, depois FAÇA aquilo o que te chama. Assim você sentirá que está VIVO e vai descobrir que a obrigação de ter que trabalhar só existe quando você não toma as rédeas de si mesmo.

Não é o trabalho em si que o torna insignificante, mas é aquilo o que ele significa para você que vai determinar se ele será um emprego ou uma dádiva

Fique bem e tenha um trabalho com propósito, é uma delícia!

Equipe Happynn

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