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Muito além do Big Data

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Lendo esse artigo do consultor e especialista em RH Carlos Prado, comecei a refletir sobre a quantidade de dados que cada pessoa gera todos os dias e a miopia dos gestores em enxergar o que as pessoas estão dizendo sem dizer, saca?

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Acredito que o Big Data vai sim tornar as decisões de líderes mais embasadas, porém é bom lembrar que o big data começa a ser coletado a partir do momento que os líderes estão realmente conectados com seus colaboradores, assim como você deve estar conectado com a pessoa que divide a vida com você.

Para ficar mais fácil, darei alguns exemplos práticos de como a liderança pode usar o big data orgânico (cérebro + empatia + paixão em desenvolver os colaboradores) fazendo algumas analogias e contrapontos com o artigo do Carlos Prado:

Predição de Turn Over: Se o líder mantém uma comunicação clara e honesta com cada liderado, dificilmente será o último a saber quando o colaborador quiser deixar a organização. As pessoas vão embora antes de efetivamente ir embora da empresa, assim como um namoro acaba antes de acabar de verdade, não é?

Palavras-chave: Ouvir e mentorar

 

Avaliação de desempenho (substituição do modelo 9 box) — A avaliação de desempenho no modo humano, se dá através do líder entregando recursos (mentoria + ensinamentos + permissão para errar + confiança) para os colaboradores. Além disso é essencial que o líder saiba exatamente o que motiva cada um, assim os modelinhos padrão de avaliação de desempenho caem por terra e foca-se muito mais no potencial, atitude e resultado singular de cada membro da equipe.

Palavras-chave: Permita o erro / Confie antes de desconfiar / Combine com cada um sobre os resultados esperados

 

Agrupamentos ou separação — Formação de Equipes por “n”características: O líder deve deixar livres as pessoas que respondem para ele. O primeiro passo é parar de chamar as pessoas de “meus” colaboradores. Não, eles não são suas pessoas lembrem-se disso. Se o líder sabe as características de cada colaborador, é fundamental que ele os ajude a encontrar o seu caminho. Às vezes alguém que não está feliz em tal função só precisa ter uma chance de conhecer como é o trabalho em outro departamento e o líder deve incentivar isso se perceber que a pessoa ainda quer continuar na organização. Nota: A Zappos, (empresa modelo em motivação no trabalho), paga dois mil dólares para que os novos colaboradores deixem a empresa após o treinamento de um mês. FICA QUEM QUER E NÃO QUEM PRECISA

Palavras-chave: Você não é dono de ninguém / Incentive as pessoas a buscarem aquilo que as fazem felizes / Para você que é gestor(a): Busque transformar o colaborador no diretor que você mesmo acha que merece.

E aí, quem aqui tem pensamentos parecidos ou diferentes fale agora ou corra o sério risco de continuar apenas consumindo dados que as outras pessoas geram.

Equipe Happynn

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