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Por que as organizações deveriam se preocupar com a felicidade de seus colaboradores?

Para responder essa pergunta, primeiro é preciso ter uma ideia dessa tal felicidade que todos buscam. Tal Ben Shahar em seu livro Happier diz que a última resposta para qualquer pergunta que fizermos é sempre: – Porque quero ser feliz. Faça um teste com a pessoa ao seu lado e constate por si.

Passando pela felicidade eudaimonista (aquela que vem através das virtudes ou de dentro), da hedônica (aquela que vem através do prazer ou de fora), muito já se falou sobre esse conceito através dos tempos. Eu particularmente gosto do conceito do filósofo Luc Ferry, onde ele diz que:

A felicidade não existe. Temos momentos de alegria, mas não existe um estado permanente de satisfação. É por isso que a busca pela felicidade plena não faz sentido. O que podemos almejar é a serenidade, algo completamente diferente.

Ou para nos provocar ainda mais a pensar sobre felicidade, leia depois o ensaio do filósofo Luiz Felipe Pondé, intitulado Deus me livre de ser feliz. Gosto bastante da acidez do filósofo quando diz que querer ser feliz é uma praga. Seus textos me dão uma outra perspectiva sobre a ideologia da felicidade que muitas vezes serve para vender algo (abra a felicidade) ou para querer ditar como as pessoas devem ser sob a ótica de quem “é feliz”.

Feita a introdução, vamos pensar agora sob a ótica de ser feliz nas organizações e por que esse assunto vem sendo cada vez mais abordado nos dias de hoje. Podemos utilizar a ótica financeira onde existem estudos que dizem que uma pessoa desmotivada rende até 8% da sua capacidade, trabalha efetivamente dois dias por semana e fica em casa quinze dias a mais por ano do que colaboradores felizes.

Entendo por colaborador feliz aquele que sabe exatamente o que está fazendo e por quê está fazendo, que tem clareza do propósito maior da organização, entende que a forma com que faz o seu trabalho se confunde com quem é, enxerga as metas como uma referência e se dedica a fazer bem o seu trabalho independente da quantidade de objetivos que alguém colocou no powerpoint.

Estudos dizem que pessoas mais felizes trazem um maior retorno, influenciam as outras a agirem de forma proativa e empresas que investem em programas de bem-estar tem um retorno de seis a doze vezes o valor investido. Empresas brasileiras como Elektro e o Grupo Gaia enxergam na felicidade um dos seus principais motivos para atrair gente boa e também lucrar. Não é a toa que mais de sete mil pessoas se inscreveram para uma vaga em uma dessas empresas e que apesar do país estar passando por uma situação econômica difícil, a grande procura pela vaga não se justifica apenas por esse motivo.

Acredito que organizações do futuro não terão apenas a métrica do custo x benefício ou da lucratividade para existirem. Não, eu não estou dizendo que isso não é importante, mas digo que as empresas que continuarem com o pensamento do foco na meta financeira em detrimento ao seu verdadeiro propósito (se é que existe muitas vezes), estão fadadas a desaparecer.

Se eu não acreditasse em tudo isso, nem valeria a pena eu iniciar o projeto Happynn que tem como premissa ajudar as pessoas a serem mais felizes nas organizações e as organizações a serem mais produtivas através de propósito, gestão humanizada, conexão com a comunidade, gestão dos sonhos e gestão da felicidade.

Ser feliz fazendo o que se faz é muito mais do que apenas ser mais produtivo e gerar mais resultados. Ser feliz com o que se faz é enxergar a dimensão que o seu trabalho atinge para além das metas estipuladas por alguém, é se conectar de verdade com as pessoas com as quais você trabalha e se sentir parte de algo que está mudando para melhor o mundo em que se vive.

Acredito em tudo isso e assim parei de acreditar no meu trabalho sendo pautado por metas que terceiros estipularam e salas fechadas que separam as pessoas em castas. Para as organizações que querem mudar o mundo, a felicidade dos seus colaboradores é o início dessa mudança e para aquelas que ainda usam a velha retórica da cenoura e chicote, eu desejo sorte.

E para fechar a reflexão, te provoco a pensar sobre como você pode ajudar as pessoas na sua organização a serem mais felizes e realizadas, a começar por você 😉

 

Vamos juntos!

Equipe Happynn

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