Liderança, Reflexões

Sobre as conexões no seu trabalho

Qual o grau de conexões verdadeiras que você tem com as pessoas com quem trabalha?

Geralmente aprendemos que o trabalho deve ser feito para nos dar garantias materiais e intelectuais. Muitos estudos explicam todas as teorias sobre o que fazer e o que não fazer para ser bem-sucedido, nas pós-graduações aprendemos a otimizar os recursos e entregar o máximo possível de resultado para agradar os nossos superiores na hierarquia.

As palavras mais comuns que ouvimos enquanto estudamos são: foco, metas, promoções, mudança de cargo, bônus, benefícios, diretoria, crescimento exponencial, dentre outras.

Quando começamos a botar a mão na massa, percebemos que as pessoas acabam repetindo todas essas palavras como se fossem mantras que abrem os caminhos da mente para o seu sucesso profissional. Assim, sem perceber, nos isolamos em nosso mundo egocêntrico e nos conectamos com as pessoas apenas profissionalmente.

Acabamos valorando as conexões de acordo com o benefício profissional que aquela conexão nos dá. Criamos escalas mentais onde as conexões com as pessoas mais fechadas em salas (que ganham mais e sempre tem respostas para tudo), são mais importantes do que as conexões com as pessoas mais simples e abertas para uma conversa em qualquer horário.

Nossa espécie soma mais de 7 bilhões de indivíduos e estamos em todos os lugares do planeta. Não somos os mais fortes e nem os mais inteligentes, mas conseguimos permanecer e evoluir mais pela cooperação do que pela disputa. Porém, fomos levados a crer que no trabalho é preciso fazer as coisas certas para alcançarmos o sucesso. E as coisas certas estão relacionadas a disputa, a escolha de ficar mais próximo das pessoas certas que nos ajudarão a crescer profissionalmente, a especialização, a produtividade, a resposta certa para o superior e por aí vai.

Mas você já parou para pensar sobre as pessoas com quem você criou uma conexão verdadeira? Seres humanos com papel de gestores, muitas vezes nem sabem ao certo o nome dos filhos das pessoas que lideram, mas sabem exatamente o quanto cada um está contribuindo com a empresa e consequentemente para a manutenção do emprego desse gestor.

O papel de um gestor é criar conexões fortes com e entre as pessoas que ele cuida para que ele ajude essas pessoas a evoluírem em todos os âmbitos de suas vidas.

A tecnologia pode ajudar e muito na organização e trocas de informações, mas um gráfico de desempenho individual, não expressa de forma integral o que um ser humano é e nem as grandes obras que ele pode fazer no futuro. Para perceber o outro, é preciso estar aberto para se conectar verdadeiramente. Aquelas palavras que citei antes, vão tendo menos valor do que essas palavras e intenções:

  • Eu me importo com você!
  • Estamos aqui para evoluir juntos.
  • Comprei esse doce para o seu filho, pois sei que ele adora.
  • Como eu consigo te ajudar nesse ponto tão difícil para você?
  • Qual é o seu principal sonho? Vou te ajudar nisso!

Assim, vamos criando relações mais profundas em um mundo onde estamos tão próximos, mas tão distantes ao mesmo tempo. Essas relações constituem a base da nossa felicidade e quanto mais profundas, mais felizes somos.

Cientistas das universidades de Arizona e Washington fizeram um estudo para entender a relação da qualidade das conversas que temos com as pessoas e o nível de felicidade que temos. Veja:

  • Os mais felizes gastaram 25% menos tempo sozinhos e 70% mais tempo conversando do que os mais infelizes. 
  • Os participantes mais felizes tiveram duas vezes mais conversas com conteúdo e apenas um terço deles teve a mesma quantidade de papo de elevador (conversas superficiais) quanto os mais infelizes. 

Concluo essa reflexão com a certeza de que viemos para esse mundo para evoluir e ajudar as pessoas a evoluírem também. O sentido do nosso trabalho é o de fazer o bem, facilitar a vida de muitos e se conectar verdadeiramente com quem está ao nosso lado no dia a dia. Seja no papel de um porteiro ou de um CEO, não importa, somos todos humanos e feitos da mesma matéria dos sonhos que sonhamos.

Seja feliz, conecte-se!

Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de compaixão.

Essas palavras são de Charlin Chaplin no filme o grande ditador de 1940. Assista o vídeo, você vai gostar! 🙂

Equipe Happynn0

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